Álcool sintético: beba o quanto quiser sem ficar muito louco nem ter ressaca depois

Todos que bebem concordam que o bom do álcool é a “tonturinha”, mas ele tem consequências indesejáveis.  A ciência bem poderia ter feito algo para minimizar isso. E agora fez: um substituto álcool sintético dar um “toque agradável sem nenhum dos efeitos secundários que podem afetar negativamente o cérebro e o corpo.

Desenvolvido a partir do princípio ativo do Valium e do Diazepam, os benzodiazepínicos, o álcool sintético pode ter seu efeito cortado imediatamente com uma pílula-antídoto. O objetivo é simular os efeitos de bem-estar e relaxamento do alcool etílico sem afetar as áreas do cérebro responsáveis pela coordenação motora, fala e memória. Por não ter sabor nem cheiro, também evita que você fique com “bafo de onça” depois de tomar umas.  Essa nova forma de álcool fará com que você fique “bêbado” só até um determinado ponto, não importando o quanto você beber.

"Prof. Nutt, faça com que essas cenas ainda sejam possíveis!" - Crédito: Flickr user greg_robbins

A ideia é do Dr. David Nutt, um dos maiores experts do mundo em drogas que recentemente foi demitido do governo inglês por sua posição sobre maconha e ecstasy. Agora, professor do Imperial College London, junto com sua equipe de cientistas quer mudar a forma como as pessoas bebem e pensam sobre ficar bêbado. Sua intenção é construir um futuro onde todos que bebam possam não fiquem intoxicados, violentos e nem se tornem viciados.  Basta saber como isso afeta o mercado e as características de cada bebida e se tal substância também terá o efeito embelezador.

"Querido, era aquela pilulazinha azul que eu deveria ter trazido pro bar, né?" - Crédito: Flickr user photogaby

Quando se popularizar, o álcool sintético tornará possível que você beba durante o almoço e volte para o trabalho sem nenhum problema. Assim como passar a noite em um bar bebendo e depois voltar para casa dirigindo completamente sóbrio. É só tomar a pílula-antídoto e você estará sóbrio outra vez. Resta saber se ela deverá ser comprada na farmácia ou se acompanhará seu drink junto com o limão e o sal.

O que vocês acham disso? Falem aqui nos comentários como vêem essa nova possibilidade.

Fontes:  Telegraph e Popsci

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  • Mauricio Carvalhaes

    Eu vejo esta nova possibilidade com muita desconfiança. Um novo composto baseado em valium e diazepan? Assim a bebida não terá mais receita, mas sim fórmula. Apenas mais química no organismo. A vodka é tradicionalmente feita de batata, o vinho da uva e por aí vai. O alcool etílico vem da fermentação a destilação que ocorrem naturalmente com esses ingredientes. Como eles tirarão o álcool dessas bebidas e incluirão a química de laboratório? As bebidas, em excesso, fazem mal, em em poucs doses diárias, principalmente do vinho, fazem bem. Cerveja tem sais minerais e durante muito tempo foi utilizada como alimento. Com o alccol sintético temo que as bebidas fiquem no mesmo nível dos refrigerantes: calorias vazias que não alimentame acabam com sua saúde. Não vou dizer aqui que cachaça faz bem, mas pelo menos os ingredientes das bebidas vem de tonéis e métodos de fabricação, embora hoje industriais, artesanais em sua origem. Com este novo ingrediente, as bebidas virarão meros produtos químicos conseguidos apenas de laboratórios.

    • Anônimo

      Concordo com seu ponto de vista, Maurício. Porém se você avaliar os números do mal que o álcool causa, talvez ajude a ampliar seu horizonte na hora de consolidar sua opinião. Como disse acima para o Wil, provavelmente a engenharia de alimentos desenvolverá alguma essência ou algo parecido que remeta ao sabor das bebidas.

      Na verdade não será um composto baseado em Valium ou Diazepam, mas sim em benzodiazepínicos, que há muito tempo são utilizados em medicamentos “tarja preta” por suas propriedades calmantes e relaxantes. Como existe um universo gigantesco destes compostos, certamente o Prof. Nutt deve estar à procura de um que se aproxime mais do efeito do álcool e ao mesmo tempo reaja mais rapidamente ao antídoto.

      Já somos vítimas da engenharia de alimentos criando compostos vazios de nutrientes há muito tempo. Veja o requeijão, por exemplo. Hoje são raríssimas as marcas que ainda tem como seu ingrediente fundamental o leite. A grande maioria não passa de uma massa química com textura de requeijão, à qual é adicionada alguma proteína retirada do leite só para descargo de consciência, pois leite mesmo não passa nem perto.

      E o mesmo vale para vários licores e xaropes que já são utilizados atualmente em bares para o preparo de cocktails. Por isso sou um propagador da volta ao craft bartending!

      • Mauricio Carvalhaes

        Tem razão, Junior. Minha primeira emoção é a de desconfiança, como é natural para tudo que é novo. Obviamente outros elementos devem ser considerados e devemos esperar também o parecer da comunidade científica. Eu sou amante do antigo, das coisas artesanais, da tradição. Gosto de Absinto à moda do séc. XV, me corrija se estiver errado, este é o tipo em que se dissolve o torrão de açúcar. Há de se considerar também o caráter do Dr. David Nutt. Ele é favorável à drogas mais pesadas? Talvez ele não seja tão criterioso quanto à saúde pública. Digo TALVEZ porque não vou julgar quem não conheço. Minha primeira impressão é que esta medida estará adicionando apenas mais artificialidade à vida contemporânea. Entre o álcool de verdade e o sintético, uma pessoa que beba a mesma dose, com o passar do tempo, quem ficará pior, o que bebe álcool ou sua versão sintética, considerando que a pessoa que bebe a sintética não queira tomar o “antídoto”? e mesmo ente antídoto, quais são seus efeitos colaterais? Estamos falando de química pesada aqui. De compostos, como você mesmo disse, encontrados em remédios tarja preta. Mas seguirei sua sugestão e manterei a mente aberta antes de formar minha opinião. Até que se tenha mais informações sobre isso, não serei contra nem a favor, muito pelo contrário.

        • Anônimo

          Maurício, por mais que estejamos falando de princípios ativos de remédios tarja preta, é importante lembrar que a diferença entre o veneno e o antídoto é a dose. Se estivermos falando de alcoólatras crônicos, acho que o efeito dos benzodiazepídicos pode ser muito útil no tratamento dessas pessoas. Afinal eles terão efeito até um determinado grau, diferente do álcool natural que quanto mais se bebe mais louco se fica.

          Pra te falar a verdade, o Prof. David Nutt é um cara com a mente muito aberta e é muito criterioso em relação à saúde pública. Essa é a princiapal motivação do seu ttrabalho. Ele não é a favor de drogas pesadas, mas sim que se entenda e se veja as drogas em seus diferentes níveis de nocividade. Quem põe heroína e maconha no mesmo saco está completamente errado e é isso que ele defende. Uma coisa é ser a favor de todas as drogas, outras é ser a favor do uso consciente de algumas delas. É uma postura superesclarecida, uma vez que o ser humano tem uma pré-disposição natural para deslocar seu centro de consciência. Prova disso é há quantos milhares de anos se consome álcool, se fuma maconha e ópio. E hoje o álcool é a drgoa que faz o maior estrago social ao redor do mundo. Deve sim ser repensado.

          Quem bebe por apreciação, quem bebe conscientemente, sabe que não precisa de um caminhão pipa pra isso. Mas a grande maioria das pessoas, principalmente as menos esclarecidas não tem uma relação saudável e consciente com o álcool. Aí que mora o problema.

          Para complementar seu gosto por absinto, beber com o torrão de açúcar é o modo francês. O suíço é só com água.

          Obrigado por sua opinião, Maurício. Poder debater esse assunto me faz muito feliz!

          Abrax e volte sempre!

  • pra quem gosta de apenas ficar “alto” ta beleza, mas acho que não terá graça nenhuma para os amantes de bebida alcoólica como eu, que preza pelas características da bebida, pela forma que é produzida, fermentada, destilada, e ate pela historia que ela carrega! Sem contar que o uso desse tipo de álcool será limitado a misturas: sucos, refrigerantes energéticos, não é?
    o que você achou desse novo produto Junior?

    • Anônimo

      Também não consegui formar uma opinião a respeito desse asunto Wil. Ainda não tenho as informações que julgo necessárias para me posicionar. Mas creio que, assim como a engenharia de alimentos já conseguiu sintetizar praticamente todos os sabores mais comuns, não duvido que também consigam criar alguma “goma”sabor rum, whisky ou cachaça.

      Certamente teremos em breve um kit com alguma essência que remeta aos sabores de álcool, um primo do Diazepan e a pílula curativa. Do ponto de vista da saúde pública acho sensacional termos essa possibilidade. Do ponto de vista da apreciação do legado das marcas de bebida, me sinto como se fosse me alimentar só de comida desidratada igual aos astronautas!

  • Vinicius Soares

    Eu curti Onde assino.

  • Saulo Oliveira

    Será interessantes pra pessoas como eu que tem necessidade de beber todos os dias..

  • Etiene Ramos

    Genial! Espero que a indústria de bebidas esteja avançando nestas pesquisas. Vai ser bom pra todo mundo: vamos cortar a embriaguez; acabar com a Lei Seca e suas multas estratosféricas; aumentar a produção de bebidas gerando mais empregos e impostos pelo setor e ainda trazer de volta costumes que foram se perdendo por força da lei: aquele romantismo de buscar a/o paquera em casa para um jantar regado a um bom vinho… O happy hour não programado depois do trabalho. .. O prazer de um brinde ao encontrar um velho amigo por acaso. .. Vida longa aos cientistas!

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