Aprenda a fazer cocktails com o Sr. Cabeça de Batata

O que este simpático brinquedo tem a ver com cocktails? Segundo Phil Ward, inventor do Método Mr. Potato Head, tem tudo. O mixologista do restaurante mexicano Mayahuel, Nova York,  usou o termo para ilustrar as variações de uma mesma técnica as quais qualquer pessoa pode recorrer sem o menor medo de errar. Essa forma de encarar e criar novos cocktails foi apresentada em janeiro durante a San Antonio Cocktail Conference e agora apresentamos a você com exclusividade como isso se dá.

A aparência muda, mas no final é sempre uma batata. Crédito Ian Muttoo

Lembre-se como é o Sr. Cabeça de Batata. Ele pode começar com sapatos de uma cor, bigodes, chapéu. Mas se você enjoar, pode mudar o formato do nariz, tirar o chapéu e pôr um topete como o do Elvis e tênis All Star. Enjoou? Transforme-o em uma mulher de lábios carnudos, olhos alegres e cabelo loiro. Você muda os módulos, confere apareências completamente diferentes ao boneco, mas no final a batata, a base de criação. é sempre a mesma.

É exatamente isso que acontece na coquetelaria. Um olhar mais atento lhe permitirá enxergar esses “seis graus de separação” em quase todos os grandes clássicos. Conhece o Dry Martini né? Troque o garnish de azeitona por três cebolinhas em conserva e terá um Gibson. E o Daiquiri, feito com rum, suco de limão e açúcar. Faça-o com gin e você terá um Gimlet. Enjoou do Manhattan? Experimente  conhaque em vez de rye whisky e ele vira um Harvard, de 1895.

Você saberia dizer se é um Daiquiri ou um Gimlet?

Muitos clássicos são apenas a troca de um ou outro ingrediente, por isso ao tentar o Método Mr. Potato Head, você pode acidentalmente tropeçar em algo que as pessoas vêm batendo na coqueteleira desde antes da Lei Seca. Outro exemplo: o Sidecar. Você tem conhaque,Cointreau e limão. Troque o conhaque por gim e você tem um Chelsea Sidecar. Adicione clara de ovo e você tem um White Lady. Faça seu Sidecar com metade conhaque e metade applejack  e ele vira um Deauville. Ou use limão taiti ao invés do siciliano e mude a base para tequila e você tem uma Margarita.

As possibilitades são infinitas. Basta usar um pouco de criatividade para fazer releituras e, assim, dar uma nova cara a seus cocktails favoritos.Dica: experimente usar rum ou tequila añejos para cocktails originalmente feitos com whisky ou conhaque e os “blancos” para substituir gin e vodka. Conhecendo os garnishes dos clássicos você também amplia seu leque de possibilidades.
E você, já criou alguma releitura modificando um clássico? Se sim conte pra gente como foi. Se não, dê sua ideia, quem sabe não conseguimos encorajá-lo ou saber se alguém já o fez!

 

 

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  • Releituras fáceis: pega um sour do tipo bebida + limão + simple syrup e troca bebida ou simple syrup por versões infundidas com algum ingrediente. Kamikaze com vodka de lima-da-pérsia, Whisky Sour com bourbon de cravo e canela, Daiquiri com rum de limão ou xarope de alecrim… é um jeito fácil de testar suas infusões e de variar os coquetéis comuns.

    • Anônimo

      Nossa, que massa Artur! Esse bourbon de cravo me deixou curioso. Deve dar um bom Manhattan também, não?

      O rum con infusão de limão não deixa o Daiquiri muito ácido?

      No final das contas, todos os bons cocktails ainda partem da técnica descrita no final do século XIX por Jerry Thomas e seus contemporâneos!

      Obrigado pelas dicas, Artur! Fique sempre à vontade para fazer parte!

  • grande junior nos ensinando alguma das coisas em q aprender obrigado abrax

    • Anônimo

      Obrigado, Renato. Eu tento sempre compartilhar o conhecimento que vivo buscando. Que bom que tem gente boa como você que se interessa. Isso é o que me move a ir adiante.

      Abrax e obrigado pela amizade!

  • pegue 1 e 1/2 ou 2 caipiroskas num copo alto com bastante gelo e garnish de laranja, completo com energético, costumo usar um azul que tem mais mercados aqui de Sao Paulo, pinga 1 fatia de limao em cima ou um fio de grenadine. O visual é fantastico ! Ok que é só uma caipiroska com energético, mas faz sucesso sempre que vou para a cozinha…

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