Na balada do Mariachi

Impossível não vir à cabeça imagens deles tocando rancheiras ou boleros quando se pensa no México.  Responsáveis pelo traço cultural mais forte da música popular, eles promovem e contagiam com o espírito festivo do povo mexicano. Assim como a tequila, também surgiram no estado de Jalisco e ganharam o país fazendo peregrinações como menestréis. Muito versáteis, os grupos de mariachi encaram qualquer tipo de evento: shows privados em fazendas de famílias ricas, festivais folclóricos, festas de vilas, casamentos, batismos e até mesmo em funerais. Nesse último caso, o set list é composto das músicas favoritas do falecido.

A diaba cantava com tanta emoção que quem acabou chorando fui eu…

Tivemos dois encontros mais de perto com esses músicos, o primeiro bem inusitado: uma banda só de mulheres, a Femenil. Estávamos no restaurante El Patio, em Tlaquepaque, provando todo tipo de drink tradicional com tequila quando elas surgiram. Eu estava de costas e só me dei conta do que estava acontecendo quando ao mesmo tempo que começou aquela música e rolaram as primeiras lágrimas. Sim, chorei muito. Essa entidade mexicana que fazia parte somente do meu imaginário de uma hora pra outra se manifesta fisicamente tocando com uma energia incrível. Foi demais pro meu coração. Tanto que nem consegui comer, o maitre do restaurante trocou meu prato porque o primeiro esfriou sem que eu desse uma única garfada, tamanha minha emoção.

O segundo encontro foi ainda mais inesquecível, pois trata-se da melhor banda do estilo do país, a Viva México. Após visitarmos a destilaria La Rojeña da José Cuervo, na cidade de Tequila, fomos convidados para um almoço exclusivo na sede da fazenda onde morava a família que fundou a marca há 250 anos. Um pouco mais moderninhos e ainda mais showmen, os mriachis da Viva México nos animaram por horas a fio regadas a muita tequila e todos os drinks possíveis e imagináveis com ela.

Viva México se aquecendo para receber eu e o Jotapê no palco

O ponto alto desse segundo evento foi quando a banda começou a tocar clássicos de bandas como Beatles, Stones e Kinks. Nesse momento eu e o Gui Jotapê, do Botecagem, “invadimos” o palco e demos uma canja com os paisanos! Com certeza um momento que tornou a viagem inesquecível, assim como toda energia que senti cada vez que surgia um grupo de mariachis irrompia o ambiente com sua música alegre e contagiante.  Dê uma olhada no vídeo abaixo e curta o som desses dois grupos e a “surpresinha” que o pessoal da Cuervo aprontou com a gente!

Se você quiser saber mais sobre essa viagem só navegar pela tag mundocuervo.

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  • Super amei…e nem tive que perder um olho heim, vontade de tequila e de ir ao méxico…. arriba…..

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